Guillermo del Toro mudou o jogo ao tratar monstros, fantasmas e criaturas fantásticas como personagens complexos — muitas vezes mais humanos do que as próprias pessoas. Em seus filmes, o fantástico não serve apenas para assustar: ele também revela medos, traumas e injustiças.
Mexicano de Guadalajara, del Toro começou no cinema com Cronos, em 1993, e construiu uma carreira marcada pela mistura de horror, fantasia, quadrinhos e drama. Sua assinatura aparece nos cenários detalhados, nas criaturas artesanais e no cuidado quase obsessivo com cada objeto em cena.
Em O Labirinto do Fauno, ele usou uma fábula sombria para falar sobre violência e autoritarismo. Já em A Forma da Água, transformou uma criatura em símbolo de afeto e aceitação — e venceu os Oscars de Melhor Direção e Melhor Filme em 2018.
Com Pinóquio, del Toro também mostrou a força da animação em stop-motion, levando sua visão para outro formato e vencendo o Oscar de Melhor Animação. Seu legado está em fazer o público olhar para o “monstro” com mais empatia — e para o mundo real com novos olhos.


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