▶️ ▶️ Vale se você gostar do gênero
Ambientada no inverno de 1985, entre a segunda e a terceira temporadas de Stranger Things, a animação retoma as aventuras de Onze, Mike, Dustin, Will, Lucas e Max em Hawkins. Desta vez, o Clube de Investigadores da cidade se depara com flores misteriosas e aparições sobrenaturais, numa investigação que promete uma ameaça diferente das habituais.
Com oito episódios, a segunda temporada dá sequência ao spin-off produzido por Eric Robles e pelos irmãos Duffer. A história avança apenas algumas semanas em relação à primeira e usa a proximidade do Dia dos Namorados como pano de fundo para os novos perigos e para os conflitos de amizade e romance entre os personagens. É mais uma visita a um período da saga já conhecido, agora em formato de animação.
A recepção é mista, com uma inclinação às ressalvas. A animação colorida e expressiva, a atmosfera de aventura sobrenatural e a criatividade das novas criaturas estão entre os pontos mais elogiados. Também há quem veja frescor na investigação, que se afasta um pouco da fórmula habitual do Mundo Invertido, e encontre momentos envolventes nas relações entre os jovens. Para parte das avaliações, a temporada representa um avanço em relação à estreia.
O principal problema apontado é a dificuldade de fazer essa história avançar: como os personagens precisam permanecer alinhados ao que já se sabe sobre a série original, seu desenvolvimento parece limitado e os riscos perdem força. A trama também é considerada irregular ou familiar demais. No conjunto, o visual e os novos mistérios sustentam uma aventura divertida para fãs, mas nem sempre compensam a sensação de que Hawkins está revisitando um passado sem acrescentar muito a ele.


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